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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Roubo de parte da minha coleção. HELP!

Boa noite pessoal,

Com pesar, anuncio que roubaram parte da minha coleção na noite de sábado para domingo. Sofremos um assalto em casa e levaram parte da minha coleção 2011, 2012 e 2014. Estavam em três caixas plásticas. Todas elas nas embalagens. Elas são da Mainline.

2011: Premiere, Track Stars, Collector Series.
2012: Track Stars, Collector Series e alguns Thrill Racers
2014: Todas as coleções, de diversas séries. Nem todas completas.

Infelizmente não tenho foto das minaturas e como estavam arranjadas e a única foto que posso fazer agora é via webcam e está horrível. Roubaram minhas câmeras fotográficas e meu celular.



Peço, por favor, informações que possam levar as mesmas. Só não ofereço recompensa, porque o prejuízo foi grande e ainda por cima, estou sem trabalho no momento.

Sou de Osasco-SP.

Desde já, muito obrigado.

Abraços.
Claudio.

sábado, 2 de julho de 2016

1969 Dodge Charger Daytona



E aí pessoal do Garagem!

1969 Dodge Charger Daytona - allpar.com
Clássicos são Clássicos e vice e versa. Ainda mais quando vem com um baita motor ou uma boa história. E porque não as duas coisas?

Hoje vou falar de um dos carros que despertou minha admiração por Muscle Cars. O 1969 Dodge Charger Daytona.

Confesso, até conhecer mais este carro, eu não tinha grande interesse pelos modelos americanos. Eu achava o Dodge Viper exagerado. Quando criança adorava justamente por ser exagerado. Mas fui perdendo o interesse. E nunca fui muito fã de carros antigos. O Daytona foi um divisor de águas do meu pensamento com carros americanos. Assim como o Corvette.

Lembro dele no jogo TestDrive 4, da Pitbull Syndicate/Accolade. Ele era um dos muitos carros do jogo, inclusive, na lista, estavam nomes de peso como o Chevrolet Camaro COPO 1969, o Shelby Cobra 1966, um Corvette Stingray 1970, Chevrolet Chevelle, entre outros mais modernos. Como o Jaguar XJ220, TVR Cerbera, Nissan 300ZX, o recém lançado Corvette C5, enfim.

O TestDrive 4 - wikipedia.org

Porém, entre os carros a desbloquear (com cheat codes), estava lá, o 1969 Dodge Charger Daytona. O que me chamou a atenção? O fato do grande aerofólio na traseira. A frente de tubarão e os faróis escamoteáveis. E ser um carro de rua americano, de 1969, batendo os 320 km/h. Se pensarmos que o jogo é de 1997, 320km/h é uma marca que se hoje impressiona, imagina na época. 

Sobre o Dodge Charger Daytona, como já denuncia, o nome Daytona já diz quais foram as intenções da Dodge ao criar o carro. Justamente competir na NASCAR. Porém em 1967 já se pensava em algo assim, um carro de competição mal disfarçado de carro de rua. E assim, nasceu o Dodge Charger 500. As intenções eram de homologar o carro para ser elegível a competir na Stock car, visto que era necessário pelo menos 500 veículos vendidos para rodar nas ruas e ser considerado stock. E a outra era bater os Fords, especialmente o Ford Torino Talladega. Curiosamente, o Charger 500 nunca competiu, apesar de ter ganhado as ruas. Diz a história que apenas 392 foram vendidos. Outros dizem que foram 500 de fato.

Uma das razões dele não ter ganhado as pistas era o seu comportamento arredio, com a traseira leve (lembrando que ele era tração traseira) e a grande necessidade de potência para ter desempenho. Não parecia problema, mas virou um gargalo, já que usou-se de quase todos os recursos disponíveis e homologados pela NASCAR para gerar potência e ainda não tinha um desempenho satisfatório. Muito provavelmente pelo grande arrasto aerodinâmico. O coeficiente aerodinâmico (Cd) de um Charger original era de 0,5 (estimado). O do 500 era 0,45. Um carro em média hoje tem 0,29-0,35. Uma das modificações do Charger 500 em relação ao Charger 1968 era a grade do Coronet, que gerava menos arrasto. O Charger 1968 original, tinha os faróis cobertos por uma capa eletro-pneumática e ficava escondido sob elas, fazendo a frente, quando não acionados os faróis, totalmente preta. Já o Coronet era mais ortodoxo.

Dodge Charger 500 - allpar.com

Uma das clássicas aparições do Charger 1968 é o em "Bullit" de 1968 e o Charger 440 1968 que persegue o Mustang Fastback de Steve McQueen pelas ruas de San Francisco. Nesta que é considerada a melhor cena de perseguição dos cinemas (toma esta, Velozes e Furiosos). Este Charger 1968 e 1969 são as minhas versões favoritas. Um desenho limpo e o sorrisinho sinistro na frente,

O Charger Daytona foi oferecido por dois anos, modelos 1969 e 1970, como um pacote complementar do Dodge Charger original. Mecanicamente, eram praticamente idênticos aos Chargers originais. Haviam dois motores, o Magnum 440 CID (7.2L) e o Hemi 426 (7.0). Sendo o Hemi muito mais potente (Cerca de 375 bhp x 425 bhp) e mais raro. Dos 503 Chargers Daytonas produzidos em 1969 e 1970, apenas 70 saíram de fábrica com este poderoso motor Hemi. Pelos números reduzidos de produção, as cifras batem em torno das centenas de milhares de dólares. Encontra-se Daytonas por USD100mil. Porém um equipado com um Hemi 426 chega a valer USD300mil. De fato, um carro raro e caro.

O poderoso motor Hemi 426  CID (7.0L) - allpar.com

Como viu-se que somente potência bruta não resolveria o problema de desempenho, aliada a traseira "leve", a Dodge usou mão de recursos aerodinâmicos. A diferença entre o Charger 1969 e o Daytona eram basicamente:

  • A frente afilada feita em fibra de vidro. 
  • Um pequeno spoiler na dianteira. 
  • Um grande aerofólio funcional para downforce extra na traseira e evitar perda de tração.
  • Acabamento liso nas colunas "A" (acredito que em aço inox) de modo a reduzir o arrasto parasita gerado pela superfície apenas pintada. 
  • Janela traseira alinhada à coluna (passou de inclinação de 45° para 22°) e cantos arredondados. Esta modificação na janela reduziu o turbilhonamento e consequentemente o arrasto por geração de vórtices na carroceria. 
  • Um par de "scoops" sobre as rodas dianteiras, tanto para balanço quanto para redução de arrasto. 
  • E alguns ajustes extras de suspensão. 
O Dodge Charger Daytona visto de frente - topcarrating.com
A traseira e seu super aerofólio - topcarrating.com
A título de curiosidade, o aerofólio tinha a altura de 580mm em relação a tampa do porta malas. Aliás, o aerofólio era alto tanto para captar um ar mais livre de interferência aerodinâmica quanto por conta da abertura da tampa. Ele era fixado ao quarto traseiro do veículo. Os perfis laterais usavam o aerofólio NACA 0012 e um aerofólio traseiro tipo "Clark Y" invertido e de ângulo de ataque ajustável em 10°, para cima ou para baixo.

Os "winged Dodges" - allpar.com
Estas modificações fizeram o Charger Daytona ser o primeiro carro da NASCAR a bater os 200mph (320km/h) e o deixaram muito mais estável em relação ao Charger original.

A respeito da aerodinâmica, vale a consulta a este teste, no qual colocaram num túnel de vento, três Dodges: um Charger 1969, um Charger Daytona 1969 e um Charger Hellcat 2015. O teste foi feito a pedido de uma publicação canadense, a Auto Focus.

The 69 Daytona is as slippery as a new Charger Hellcat

O Daytona teve um irmão gêmeo, como era comum entre as marcas americanas do mesmo grupo. O Plymouth Superbird. Porém este foi somente oferecido em 1970. O Superbird era baseado no Plymouth RoadRunner. Por isto vê-se muitos "Papa Leguas" - Road Runners nestes Superbirds.

Plymouth Superbird 1970 - allpar.com
O que se vê, no interior do Daytona, pouco se lembra de um carro de corridas. Se compararmos aos modelos europeus, o carro lembra mais um carro de passeio comum do que um carro de corridas. Se compararmos aos hoje Porsche 911 GT2/GT3 ou as Ferraris serie Challenge (F355, F360, F430, F458), carros de corrida homologados para a rua, aparentemente o Daytona de rua tinha mais intenções de um impacto visual do que um de performance. Porém, como disse e como é possível constatar, aparentemente...

Interior do Dodge Charger Daytona - topcarrating.com
Apesar de todo o acabamento presente, sem alívio de peso, ausência de itens de segurança como roll bars, cintos de quatro pontos, cintos de competição ou mesmo bancos de competição, todas as modificações do Daytona, em relação ao Charger original, foram bem-vindas e friamente calculadas. Tanto que algumas destas foram adotadas na geração posterior, no 1971, como as janelas alinhadas. Acredito que até pela facilidade de produção.

O Dodge Charger, como cita a Quatro Rodas de 1996, numa edição especial, representou "o auge da corrida de cavalos disputada entre os fabricantes norte-americanos no final dos anos 60. Bons tempos em que o galão de gasolina custava dez centavos, os americanos tinham dólares sobrando (como nunca) e motor era o que contava para quem planejava comprar um carro". Se o Charger 1968 representou isto, o Charger Daytona foi a cereja do bolo, juntando performance nunca vista em um carro de série americano, um visual único e ainda, exclusivo a 503 felizes compradores.

O Daytona HotWheels



Este é um dos exemplos de HotWheels que tiveram reformulações da matriz ao longo da sua produção na Mattel. Porém, neste caso, ele chegou a ter a produção interrompida e posteriormente retomada. A sua primeira aparição é na mainline 1996, com licença em 1995. Foi desenhado por Michael Kolins, responsável pelo design das Ferraris dos anos 1990. Este molde esteve em produção entre 1996 e 2003, quando ganhou um "Final Run".

Porém, o Daytona retornou a linha em 2013, com um novo casting, desta vez sendo retratado como 1969. Obviamente há diferenças entre estes dois castings. Até na abordagem de ambas. Farei um comparativo dos dois. Felizmente, tenho os dois na coleção. Os da avaliação são um da Mainline 1996 (vermelho) e um da Mainline 2016 (verde).

Uma observação é a de que certa forma, o carro é importante para a indústria automobilística americana. Durante anos ele deteve o record de carro de produção mais rápido dos EUA. De 1970 até 1983, sendo superado em apenas 1mph. Virou um ícone, atingindo autos valores em leilões, sendo assim, bastante desejado. Porém, apenas em 1996, ou seja, 27 anos depois, ganhou uma miniatura HotWheels. Royalties, copyrights? Não sei, mas, a meu ver demorou para vir uma miniatura de um carro desta importância.







O Daytona original tinha as seguintes dimensões:
Entre eixos: 2972mm
Comprimento: 5753mm
Largura: 1954mm
Altura: 1350mm (sem o aerofólio)

Numa miniatura 1:64, ele teria as seguintes dimensões:
Entre eixos: 46,4mm
Comprimento: 89,9mm
Largura: 30,5mm
Altura: 21,1mm (sem o aerofólio)

Na escala 1:66 o Daytona teria:
Entre Eixos: 45mm
Comprimento: 87,2mm
Largura: 29,6mm
Altura: 20,5mm

A matriz 1996 do Daytona tem as seguintes dimensões:
Entre eixos: 45mm
Comprimento: 84,6mm
Largura: 29,2mm
Altura: 19,3mm (sem o aerofólio) e 23,5mm (contando o aerofólio)

A matriz 2013 tem as seguintes dimensões:
Entre eixos: 45,2mm
Comprimento: 85,7mm
Largura: 30mm
Altura: 22,4mm (sem o aerofólio) e 27,1mm (contando o aerofólio)

Ambas se aproximam mais de miniaturas 1:66, mas nenhuma de fato se aproxima das dimensões reais do Dogde em tamanho real.


O Daytona 1996 fez uma reprodução do carro "stock", com as saídas duplas do escapamento pela traseira, rodas em mesmo tamanho. Já o 2013, optou por reproduzir as saídas do escapamento pela lateral, em um grosso cano de escape. Além das rodas traseiras maiores, apesar dos pneus originais serem do mesmo tamanho na dianteira e na traseira.

Da fabricação, a carroceria de ambos são de liga metálica pintada (zamac), chassis plástico cromado, rodas de plástico (Saw Blade no 1996 e PR5 no 2016) e interior em plástico. Nota-se que a matriz de 1996 possui falhas no casting, percebida na borda da janela traseira e dianteira. Há algumas emendas mais grosseiras que a de 2013, especialmente na região da junção do quatro traseiro com a coluna C e sob o aerofólio. Ambos possuem esta emenda, mas no 1996 chega a ser grosseira, para não falar de baixa qualidade. Os detalhes de carroceria do 2013 também são melhores definidos, com os contornos mais bem acabados.

Emenda sob o aerofolio do casting 1996.

Nesta lista de melhores detalhes do 2013 entram:

  • Contorno das janelas, especialmente a do vidro traseiro. 
  • Contorno do capô e "churrasqueira", mais fiéis.
  • Maçanetas das portas. 
  • Vinco no capô.
  • Pequena grade dianteira. 
  • Tomadas de ar no capô.
  • Uma reprodução dos limpadores de para-brisa.


Comparação das janelas traseiras dos Chargers 1969. A esquerda, um 1969 R/T. Note a diferença na janela em relação aos Daytonas.

Mas isto não é, exatamente um ponto positivo. Alguns dos detalhes ficaram irreais ou fora do lugar. Por exemplo: as luzes de posição/repetidor de seta no 2013 estão melhor definidas, mas são fora de lugar. No 1996 está bem na ponta do paralamas, na junção com o aplique aerodinâmico dianteiro, como é o real. No 2013, está no meio desta porção dianteira do paralamas, assemelhando-se mais ao Superbird.

Outro exemplo, os contornos do paralamas, simulando os frisos cromados, no 1996 não existem, no 2013 estão exagerados. No Daytona real eles são bem discretos, fazendo o do 1996 parecer mais real.

A tomada de ar sobre o paralamas, para a refrigeração de freios, pneus e melhoria aerodinâmica. No 1996 são mais discretos, menos definidos e não parecem tão aerodinâmicos como é apresentado no 2013. Porém, são mais próximos do real. Um detalhe curioso é o da reprodução da moldura do quebra-ventos no 1996, com direito a réplica do vidro. No 2013 apenas o vidro é reproduzido. Sobre as reproduções dos vidros, ambos utilizam-se de plástico transparente.



Ambos possuem o aerofólio grosso demais. Creio que até pela dificuldade de se reproduzir em uma espessura mais fina. Está aí um ponto que os técnicos e engenheiros da Mattel poderiam quebrar um pouco a cabeça. Nenhuma das versões reproduziu retrovisor. Creio que, pela posição dos mesmos no original ser nas portas, ficaria estranho e de baixa qualidade numa miniatura 1:64. E nenhuma das duas versões se preocupou em reproduzir os fechos rápidos do capô, presentes no original. Parece apenas um detalhe, se a Mattel não já tivesse reproduzido este detalhe no '67 Shelby GT-500, lançado em 2010. Ou no '65 Mustang Fastback de 2008.

Vista traseira dos Daytonas. Notem os aerofólios grossos demais. E a diferença no casting. Metal no 1996 e Plástico no 2013.
A pintura de ambos é de boa qualidade, mas no 1996, a parte inferior ou o "intradorso" do aerofólio está quase sem pintura. No 2013, ela é uniforme. Ambos, a meu ver, optaram por pintura de bom gosto. O vermelho é um clássico. O verde, apesar de oferecido, não era metálico e tinha tom mais escuro. E não era disponível este layout da faixa preta. Apesar de ficar muito bom na miniatura. Ambos não se esqueceram do "Daytona" pintado nas laterais. Possuem os logos da HotWheels - o 1996 apenas na direita e o 2016 em ambos os lados. Com um Dodge extra, ornamentando as faixas pretas. O 2016 teve a preocupação de pintar os repetidores laterais e também as maçanetas.

Sobre o interior, naturalmente o Dodge Charger possuiu um interior espartano, sem excessos. O 2013 possui, como esperado, uma reprodução melhor. Infelizmente não há fotos do interior mais detalhado e tampouco fotos dos dois desmontados, para facilitar a visualização.
Os bancos do 2013 tem uma melhor reprodução dos encostos de cabeça, do padrão do estofamento e uma preocupação em reproduzir o nicho do painel. Curiosamente, a posição da alavanca de câmbio do 1996 está em posição mais correta, independente da reprodução ser do câmbio manual ou do Torqueflite.

A parte inferior, do que foi possível observar no modelo original, o 1996 se aproxima mais. Aliás, a parte inferior do 2013 é bastante distorcida, primeiro por uma reprodução extremamente exagerada das bandejas de suspensão dianteiras. Fazendo quase uma "parede" no chassis. E a traseira, um grande ressalto para acomodar o eixo traseiro. O 1996 é mais discreto. A avaliação de fidelidade, a meu ver, pela falta de vistas inferiores do Daytona fica prejudicada, mas do que vi, o modelo 1996 me agrada muito mais, visualmente. Uma boa solução que foi adotada no 1996 foram as rodas embutidas a carroceria no 1996, fazendo a bitola ser mais curta e assim, pode-se baixar um pouco a carroceria, evitar soluções exageradas para acoplar as rodas e o resultado visual foi muito mais agradável.



Conclusão

Apesar do 2013 ser tecnicamente mais bem feito nos seus detalhes e acabamento, considero o Daytona casting 1996 mais fiel ao original. Certa forma até mais agradável visualmente. Ele parece mais uma réplica e menos um brinquedo. Minha opinião, o ideal seria um HotWheels com as proporções e maior fidelidade aos detalhes do 1996 com a qualidade de construção do 2013. Gosto muito dos detalhes adotados no 2013, como as luzes indicadoras pintadas e a preocupação com detalhes.

No final, sou mais inclinado ao 1996, pela maior fidelidade. De ter menos cara de brinquedo. Porém, acredito que este é um modelo que os admiradores de Muscle Cars ou de carros americanos deva possuir na coleção.


Bônus!

A Mattel também produziu o Plymouth Superbird, lançado em 2006. Tornou-se bastante presente na Mainline, ganhando inclusive uma versão Super em 2015, muito cobiçada, pela representação da pintura de um Superbird de competição.



Para você que chegou até aqui, sinta um pouco o que é o Daytona 440 neste vídeo no Youtube.



Curiosidades!
O Daytona deteve por muitos anos o record de menor coeficiente aerodinâmico entre os carros americanos produzidos em série. Apenas 0,28.

Os freios do Daytona eram a tambor. Dianteiros e traseiros. E eixo rígido com feixe de molas na traseira.

Na HotWheels, o primeiro casting do Dodge Charger Daytona foi sempre tratado como 1970 Dodge Daytona, apesar de o Daytona original ser lançado em 1969.

O Daytona utilizado por Vin Diesel no Fast and Furious 2013 na verdade era uma réplica e não um Daytona original.

E no ano de saída do Daytona da mainline, em 2003, houve uma versão "tooned" lançada, em seu lugar. Desenhada por Mark Jones. Esta ainda está em produção, apesar da sua última aparição ser de 2010.

HotWheels.wikia
Negócios!
Tenho um 2013 "Fast and Furious" para troca. Na embalagem.
[Atualização] Kit dos 5 Fast and Furious vendido! :D

Fontes:
https://en.wikipedia.org/wiki/Test_Drive_4
http://www.ign.com/articles/1997/11/04/test-drive-4-2
https://myclassicgarage.com/marketplace/knowledge_base/1969-dodge-charger
https://en.wikipedia.org/wiki/Dodge_Charger_(B-body)
http://www.roadandtrack.com/car-culture/classic-cars/a29285/dodge-charger-500-nascar-history/
http://www.allpar.com/model/superbird.html
http://www.caranddriver.com/features/aero-warrior-bending-the-rules-page-1
http://www.popularmechanics.com/cars/g790/10-surprising-facts-about-american-muscle-cars/
https://en.wikipedia.org/wiki/Dodge_Charger_(B-body)
http://auto.howstuffworks.com/1969-dodge-charger.htm
https://www.netcarshow.com/dodge/1969-charger_daytona/
http://www.automobile-catalog.com/car/1969/635960/dodge_charger_daytona_426_v-8_hemi_4-speed.html
http://www.topcarrating.com/1969-dodge-charger-daytona.php
http://www.autofocus.ca/news-events/features/the-69-daytona-is-as-slippery-as-a-new-charger-hellcat

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Mazda MX-5 Miata


Mazda Miata Circa 1992 - hotwheels.wikia

Salve galera!

Depois de um tempo off, hoje comentarei um pouco sobre o Mazda MX-5 Miata. O carro que praticamente reinaugurou o segmento de Roadsters no mundo e também foi meu primeiro HotWheels. Infelizmente não o tenho mais (que esteja nos céus dos HotWheels), mas tenho um destes na minha coleção. Este que ilustra o começo da matéria é igualzinho ao que eu tinha. Veio numa pista HotWheels chamada "Onda Radical" que comprei em 1994, como presente de Natal na finada DB Brinquedos e custou R$34,00. Ainda na época que a Estrela trazia a HW para o Brasil, sob licença da Mattel.

As quatro gerações do Mazda MX-5, no sentido horário: na posição 4h: NA. às 8h: NB. Às 10h, o novíssimo ND e as 2h o NC - www.carscoops.com 

Qual a definição de um roadster?

Um roadster é um carro esportivo, dois lugares e conversível. Ou um conversível de dois lugares. Na essência, trata-se de um carro bastante espartano, muitas vezes, sem portas, sem teto ou mesmo, apenas com uma carroceria rudimentar. Hoje os roadsters são muitas vezes equipados com capotas de acionamento elétrico ou até a opção de um "hard top", transformando o veículo em um pequeno coupé.

Um carro, vários nomes e um propósito: diversão

Twitter - Mazda UK - @Mazda_UK
O Mazda Miata ou Mazda MX-5 ou mesmo, Eunos Roadster, como é chamado no Japão foi apresentado ao público em Fevereiro de 1989 no Salão do Automóvel de Chicago. Suas vendas iniciaram em Julho de 1989. Nota-se que 1989 foi um ano agitado para a indústria automobilística japonesa, com lançamentos de peso que até hoje são lembrados e mesmo produzidos, em gerações mais modernas. O Lexus LS400 (aliás, o lançamento da marca Lexus, divisão de luxo da Toyota), o Honda NSX e a segunda geração do Nissan 300ZX, com a quase lendária versão V6 Biturbo.

A época, havia apenas um concorrente direto do modelo em volume de produção, o Alfa Romeo Spider. Haviam os roadsters produzidos em menor escala e notadamente ingleses, como o Lotus Elan e o Caterham 7. E modelos de maior performance e preço, como a Mercedes SL, a Ferrari Mondial, o Porsche 911 Cabriolet e por aí vai.

A ideia da Mazda ao conceber o primeiro Miata foi o de ser um sucessor espiritual dos antigos roadsters ingleses, como o próprio Lotus Elan, o Triumph TR7 e mesmo o Lotus 7. Tanto que o design do Mazda, apesar de elementos modernos para a época, como para-choques envolventes ou faróis escamoteáveis, tinha um ar retrô: a traseira curta e baixa e a silhueta de carros esportes dos anos 1970: frente baixa e longa em cunha.

E o propósito do Miata, na sua concepção era clara: Um carro barato e divertido. Nos moldes dos carros esportes ingleses conversíveis. Em 1976, Bob Hall, a época, reporter da conceituada revista Motor Trend reuniu-se com dois grandes do design e engenharia da Mazda: Kenichi Yamamoto e Gai Arai.

Bob Hall poucos anos depois juntou-se a Mazda e  retomou as conversas com Yamamoto, desta vez, este na posição de presidente da Mazda. E os primeiros esboços e conversas sobre o MX-5 foram surgindo e ganhando forma em Irvine, CA. A princípio, ele era conhecido como Duo 101 e posteriormente P729 (que se tornou seu codinome na marca). Hoje o primeiro MX-5 é conhecido como NA. E suas gerações posteriores, NB (1998 a 2005), a NC (2005 a 2015) e a atual, a ND. Aliás, o nome MX vem de Mazda Experimental.

A ideia seria um carro de motor central-traseiro e tração traseira, assim como muitos dos antigos roadsters ingleses. Os japoneses queriam a fórmula que deu certo nos últimos anos: motor e tração dianteira. OS executivos da Mazda USA insistiam na formula FR (front engine-rear traction). Eles estavam certos. Foi a fórmula para o ajuste 50/50 de distribuição de peso. E ainda, seguindo a filosofia do Jinba Ittai, numa interpretação livre, o cavaleiro e o cavalo, harmoniosamente interagindo, como um único corpo. Ou seja, motorista e carro num corpo só. E isto se traduz em cinco princípios básicos:

1- Carro o mais compacto e leve possível, porém, atendendo aos requisitos globais de segurança;
2- O cockpit acomode dois adultos médios confortavelmente. sem desperdício de espaço;
3- O layout básico do carro seja sempre a configuração de motor dianteiro, porém, a frente do motorista e atrás do eixo dianteiro para garantir a distribuição de peso 50/50;
4- As quatro rodas sejam com suspensão tipo wishbone ou multi-link de modo a maximizar a performance do pneu, aderência ao piso e estabilidade dinâmica;
5- Que o trem de força do motor (motor e câmbio) provenham uma sólida conexão entre o ele e o diferencial traseiro, para uma resposta precisa do acelerador.

O clássico Mazda MX-5 Miata NA e os faróis escamoteáveis abertos. www.carthrottle.com
O Miata tem na essência, aquilo que hoje, a meu ver, poucos carros têm. O compromisso de agradar a quem o dirige. Não agradar aos críticos de design. Não aos geeks que querem 500 mil ajustes eletrônicos (ele não tem nenhum, nem mesmo o novo ND). Não aos que querem uma compra racional - apesar de ser uma compra racional, pelo preço, performance e propósito. Mas aos que querem se divertir ao volante. O Miata é o famoso carro que você compra e quando vêem, é o carro que dizem "Mas um Miata?", mas na verdade, queriam mesmo é ter um na garagem.

Deixar o trânsito mais feliz e ficar mais feliz no trânsito. Um acesso às massas a um carro esportivo na essência. Acredito serem estas algumas das missões dele. Apesar que uma estrada aberta e num dia ensolarado ser o ideal para um carro destes. Sem pressa. O maior motor hoje disponível é um 2.0 (o maior até hoje) com 158HP. 0-100 em cerca de 7,3s. Pouco menos de um segundo mais rápido que o NA (8,1s). Não espere queimar asfalto com ele, já que este nunca foi seu propósito. Distribuição de peso 50-50, motor dianteiro e tração traseira. Aos que dirigiram dizem que, poucos nesta faixa de preço tem a dirigibilidade dele. Um carro único. E o roadster mais vendido do mundo. Quiçá, o esportivo na essência mais vendido no mundo.

Não a toa que o carro é ganhador de diversos prêmios mundiais, incluindo estar na lista dos carros mais importantes dos últimos 25 anos, o "World Car of the Year" de 2016 entre outros.

Esta é com certeza uma compra muito mais por emoção, do que por razão. De uma cabeça nas nuvens, mais que o pé no chão. Apesar de que o dedão do pé ainda está no chão. Não a toa, o MX-5 em 27 anos de produção, atingiu em Abril de 2016 a marca de 1 milhão de unidades produzidas.

As quatro gerações. www.carpatrol.com


Agora ele na escala 1:64 e Made in Malaysia.


Mazda Miata na versão HotWheels e com a clássica cor vermelha. hotwheels.wikia

Sobre o HotWheels, assim como o seu parente em escala real, ele saiu dos estúdios de design na California, em El Segundo. Seu autor na Mattel foi o lendário Larry Wood. Conhecido por "Mr HotWheels". Foi licenciado em 1990 e estreou na Mainline em 1991, na clássica cor vermelha, interior beige, para-brisa e quebra ventos incolores e as clássicas rodas BW. Possuía detalhes de seta diferenciada, formada pela mesma peça transparente do para-brisas. Curiosidade que esta combinação de cores não é comum no carro real, no NA, apesar da Mazda oferecer o interior beige em combinação com algumas cores, como o verde escuro metálico (British Racing Green). Esta uma série especial, comemorando o sucesso do Mazda na Inglaterra.

Sua base e carroceria foram sempre metálicas. E sempre produzido na Malásia. Tanto carroceria quanto chassis eram, normalmente, pintados.

A Mattel produziu o  MX-5 de forma intermitente nas coleções anuais, fazendo parte muitas vezes de kits de 5 ou 10 HWs ou de pistas.

Apesar de toda a história do modelo real, seu Final Run foi em 2003, sem nenhum outro substituto. Ele não teve um "Final Run" de fato. Pode ser uma "esperança" de relançamento, mas nada impede que foi o Final Run, já que nas edições de 2003 a 2005 ele não fez parte da série.

Mazda Miata Mainline 1999 - hotwheels.wikia

Eu tive a sorte de poder repor meu Miata. Retirei ele do blister, algo que hoje me arrependo. Assim como a "customização", pintando os limpadores de para-brisa e pintura das lanternas traseiras e o brake-light. Porém, as fotos e avaliação ficam muito mais fáceis.

Visão 3/4 dianteira do MX-5 HotWheels  Mainline 1999

Visão 3/4 traseira do MX-5 HotWheels  Mainline 1999

Interior do MX-5 HotWheels Mainline 1999

Chassis do MX-5

Lateral do MX-5

Topo/dianteira do MX-5

Detalhe do 3/4 traseiro do MX-5
O HotWheels está aberto há anos, então, percebe-se alterações na cor do para-brisa e quebra ventos, tornando-se amarelado. Vide a imagem da foto no começo desta seção, como esta peça plástica alterou as cores ao longo dos anos. E juro, a cor era de fato transparente.

Porém, os cromados das rodas estão em muito bom estado. Este HotWheels praticamente ficou guardado e sem rodar no chão - ou seja, usado como brinquedo. Isto com certeza ajudou a conservar o seu estado.

Percebe-se que haviam ainda algumas melhorias técnicas a serem feitas nas matrizes da HotWheels. Há folgas excessivas, na montagem chassis-carroceria, as setas/luzes de posição estão desalinhadas, há algumas emendas mais grosseiras no quarto traseiro e mesmo, umas falhas na matriz na linha de cintura, justamente na junção das peças do chassis e carroceria. Outra coisa que se nota são as rodas para fora da caixa de rodas, ou seja, eixo mais largo que o normal.

Mas, temos que considerar que a matriz é de 1990, ou seja, 26 anos atrás. As tecnologias de confecção mudaram bastante de lá para cá, visto o salto na qualidade dos modelos mais recentes.

O modelo tem bastante detalhes, como ressalto no capô para abrigar o motor e seu comando de válvulas duplo, entradas de ar no para-choque, relevos representando as luzes de posição nas laterais dos para-choques, limpadores de para-brisa, brake light, o bocal do tanque de combustível (um tanto grande), os cortes dos faróis escamoteáveis e as lanternas traseiras. Porém, estes conjuntos estão um quê pequenos em relação ao modelo original. As lanternas poderiam ser, pelo menos o dobro do tamanho e os cortes dos faróis, pelo menos 25% maiores. Faltam, porém, retrovisores, algo que a Mattel se preocupou em reproduzir em alguns modelos posteriores.

O interior é bastante simples, sem muito compromisso com a reprodução da realidade. A alavanca de câmbio é posicionada atrás do local original e um tanto quanto grande. Não há nenhum tipo relevo nos painéis das portas. Nem da capota manual e seu nicho atrás dos bancos. E os bancos poderiam ter o encosto de cabeça mais arredondados, como é o modelo original. Porém, há uma reprodução em relevo do nicho dos difusores de ar centrais, mas apenas a silhueta. Há de se considerar que o interior do MX-5 NA real ser bastante simples, então, nesta escala, não haveria, de fato, muito o que se reproduzir.

As dimensões do Miata NA real:
Entre-eixos: 2265mm
Comprimento: 3950mm
Largura: 1675mm
Altura: 1230mm

O Miata em escala 1:64 teria as seguintes dimensões:
Entre-eixos: 35,4mm
Comprimento: 61,7mm
Largura: 26,2mm
Altura: 19,6mm

As dimensões do modelo, medidos com paquímetro:
Entre-eixos: 39,5mm
Comprimento: 66,5mm
Largura: 27,6mm
Altura: 21,7mm
Peso: 38g

Logo, as dimensões que ele apresenta se aproximam mais de uma escala 1:60, o que não é exatamente um pecado, visto que a Hot Wheels, na Mainline não tem a pretensão de uma reprodução fiel em escala. Até pelo preço que eles são vendidos nos EUA hoje, 2016: menos de USD1,00. Mais exatamente, cerca de USD0,85. Em 1996, era possível comprar HWs por USD0,30.

A pintura não é uniforme, possuindo alguns pontos de melhoria, como pequenas bolhas. Mas não há falhas na cobertura. Esta já é uma das miniaturas com o novo método de pintura da Mattel. Os detalhes impressos neste exemplar têm alguns pequenos pontos desalinhados. Houve uma das sobreposições das faixas que falhou, ficando levemente desalinhada. Porém, no geral, o alinhamento está adequado. Mas a escolha das cores deles em relação à carroceria, deixou-os apagados.

Considerações finais

O modelo era oferecido em pista HotWheels e de velocidade, assim, acredito que ele seria um bom modelo a ter o título de "Track Ace" e quem sabe até um eixo "Faster Than Ever", o famoso eixo com tratamento em níquel e as rodas cor bronze. Tão comuns em 2005/2006 e agora difíceis de achar. Porém, por estas rodas serem de 2005 em diante e o MX-5 com última edição em 2003, ele não chegou a ser candidato a ser equipado com estas rodas.

No mais, na minha opinião, trata-se de um modelo de um carro quase clássico. O que reviveu um dos tipos de carros de entusiastas e fez sê-lo mais acessível, diante de carros de quase centenas de milhares de dólares, porém, sem perder a graça e as delícias de ter um roadster na mão e na garagem. Do cuidado e fidelidade ao seu projeto e propósito nestas quatro gerações e 27 anos de vida.

Apesar das imperfeições na matriz, o veículo é bem reproduzido, até pela intenção dos HotWheels. É visível a melhoria na qualidade das matrizes e pintura ao longo destes anos, então, este é outro ponto a considerar.

Assim, considero que o Mazda Miata é praticamente um "must have" nas coleções de HotWheels. Especialmente aquelas de carros japoneses, carros esporte ou os que reproduzem carros reais. Uma pena ele ter saído de linha a mais de dez anos. Ou, pelo menos, não aparecer em nenhuma coleção da HotWheels neste tempo. A HotWheels ainda faz réplicas de carros da Mazda. Vide o RX-7 Savanna de primeira geração e o RX-3, lançado agora pela HW na série "Car Culture - Japan Historics" . Resta a torcida para uma reedição ou uma nova versão. Quem sabe a ND.

Curiosidades!
O Mazda MX-5 Miata foi também personagem da animação Carros "Cars". Ele foi representado pelas irmãs gêmeas, fãs do Lightning McQueen, Mia e Tia. Ambas da versão NA.

Mia and Tia - worldofcars.wikia

O polêmico apresentador Jeremy Clarkson, odiado por montadoras, adorado pelos fã do Top Gear, fez a seguinte declaração sobre o Mazda MX-5 de terceira geração (NC) em uma avaliação escrita em 2009:

"The fact is that if you want a sports car, the MX-5 is perfect. Nothing on the road will give you better value. Nothing will give you so much fun. The only reason I'm giving it five stars is because I can't give it fourteen"

Matéria completa: http://mx5roadster.org/clarkson/

Em tradução livre: "A verdade é que se você quer um carro esportivo, o MX-5 é perfeito. Nada nas ruas te dará mais valor. Nada te dará tanta diversão. A única razão pela qual eu dou cinco estrelas é porque não posso dar quatorze". Ele se apaixonou pelo carro.

Assim como Richard Hammond na apresentação do NC (T07E6) e na primeira avaliação dele, correndo inclusive contra um Greyhound numa pista de corrida de cachorros. Detalhe que o cachorro,valia mais em dinheiro que o próprio Mazda. Era cerca de £25.000 a avaliação do cachorro. E o Mazda, £18.900 em 2005, no lançamento.

Trecho do episódio 6 da 7ª Temporada do Top Gear - Via Youtube - Canal Top Gear.


E uma pequena história do MX-5, contada por ninguém menos que dois dos responsáveis pelo projeto, na Mazda dos EUA. Tom Matano e Bob Hall. E narrada por Jay Leno, uma das maiores autoridades em carros nos EUA.


Um abraço!
Domo, arigatou!


Fontes:
http://www.carscoops.com
http://gearpatrol.com
http://mx5roadster.org
https://www.pinterest.com/pin/501236633506148866/